10 destinos baratos para conhecer a América do Sul

Se pudéssemos definir este continente em poucas palavras, diríamos se tratar de uma terra mágica, devido, entre outras coisas, à sua história considerada incomum ainda para os dias atuais. Além de ser um destino barato, a América do Sul foi berço de uma das mais curiosas sociedades de todos os tempos, e que até hoje desafia até os mais céticos quanto ao seu desenvolvimento antes mesmo da chegada dos europeus: os Incas.

Apesar de terem sido dizimados pelos espanhóis, a sua cultura, costumes, crenças, entre outros valores pré-colombianos, mantiveram-se intactos, unindo-se ao patrimônio cultural europeu para formar um povo único, que transpira alegria e hospitalidade, mesmo às voltas com tantas mazelas e injustiças sociais.

É na América do Sul que os vestígios da antiga sociedade Inca são mais visíveis.

Toda essa alegria e hospitalidade são como o reflexo das suas incríveis belezas naturais, tais como as paragens inóspitas da Patagônia, no Chile; a exuberância da Floresta Amazônica, considerada a mais importante do mundo; uma flora e fauna incomparáveis; sem contar o Rio Amazonas ,a maior bacia hidrográfica do planeta.

10 destinos baratos e inesquecíveis para conhecer na América do Sul.

1. Cusco, Peru

No Vale Sagrado onde viveu o lendário povo Inca, incrustada na Cordilheira dos Andes (na parte que abrange o Peru), está essa cidade caracterizada pela riqueza do seu passado ancestral e por toda a magia que envolve o seu presente.

Mesmo tendo quase todo o seu patrimônio destruído pelos espanhóis, conseguiu a proeza de manter intactos os vestígios da sua passagem por um país agora cercado das mais caras tradições europeias.

Dez entre dez visitantes apontam Cusco não só como um dos locais turísticos e destinos mais baratos da América do Sul, mas como um dos mais acolhedores e hospitaleiros.

E ainda conta com um centro histórico cercado de cultura, igrejas magníficas, lojas de souvenires, restaurantes, produtos típicos da região, tudo isso num ambiente extremamente preservado, onde o passado pode ser contemplado em inúmeros prédios, praças e monumentos arqueológicos.

Bons exemplos, são a Plaza de Armas (e seus prédios da época da colonização espanhola), as imensas Catedrais (entre as maiores do planeta), jardins impressionantes pelo cuidado e limpeza, além do Museu Inca, o Café La Bondiet, entre vários outros pontos que inevitavelmente remetem a essa civilização.

Turistas contemplam as ruínas de Tambomachay, sítio arqueológico em Cusco, Peru.

2. Santuário de Las Lajas

Aqui trata-se de uma das mais recompensadoras experiências a que se pode ter acesso numa viagem à América do Sul.

O Santuário de Las Lajas fica numa aldeia ao sul da Colômbia, fronteiriça ao Equador, na cidade de Ipiales, e incrustado no famoso Cânion do Rio Guitara.

É uma basílica projetada em estilo gótico, a cerca de 60 metros de altura, e considerada surreal devido às suas torres, mosaicos, vitrais, arcadas imponentes, além das inúmeras cachoeiras, cascatas e vegetações riquíssimas que a circundam.

O ponto alto da visita é a homenagem feita à Virgem de Nossa Senhora do Rosário (uma herança espanhola), que ocorre todo o dia 16 de setembro de cada ano.

Com estadias que não chegam a R$ 700 para uma semana, e com passagens aéreas em torno de R$ 1.099 (São Paulo/Bogotá), tem, por isso mesmo, a vantagem de ser um dos destinos mais baratos da América do Sul.

Localizado a 60 m de altura, o Santuário de Las lajas é considerado pelos turistas uma experiência quase surreal.

3. Cabo Polônio, Uruguai

Já o Cabo Polônio é uma aconchegante vila localizada no litoral uruguaio, com não mais que 70 habitantes, desbravada por meio de uma trilha com cerca de 5 km, e cercada por dunas, vegetação exuberante, entre outras belezas que a transformaram numa Reserva de Proteção Ambiental a menos de 100 km da fronteira com Brasil.

Por estar localizada numa península a 262 km de Montevidéu, as visitas geralmente são feitas por meio de jipes 4×4, ao valor de 200 pesos uruguaios ou cerca de R$ 22,00 por pessoa, mais estacionamento por 190 pesos (ao dia).

Tudo isso para contemplar uma das mais fantásticas regiões do planeta e deliciar-se de frente para um belíssimo pôr do sol com a parrilhada uruguaia, a truta com arroz, massas variadas, entre outras opções da gastronomia do país.

Mesmo carente de infraestrutura (luz elétrica, internet, pavimentação asfáltica, água encanada, entre outras), compensa pelas paisagens cinematográficas, praias semi-selvagens, além da possibilidade de interação com diversas espécies desconhecidas em muitos países, como: focas, leões marinhos, lobos selvagens, entre outras espécies típicas de uma região que, ainda assim, é um dos destinos turísticos mais baratos da América do Sul.

Leões marinhos, focas e lobos selvagens são apenas alguns dos espécimes exóticos que podem ser encontrados em Cabo Polônio.

4. Isla Del Sol

Considerada a maior e mais famosa ilha do Lago Titicaca, na Bolívia, e berço da sociedade Inca, a Isla Del Sol possui uma característica interessantíssima, que é o fato de ainda ser habitada por povos indígenas, como os quechua, ayamara, tiwanaku, entre outros.

A ilha causa o deleite dos mais aventureiros, devido às suas inúmeras trilhas, montanhas, cânions, entre vários outros pontos que incentivam, como poucos, a prática de esportes radicais.

O trajeto inicia-se na cidade de Copacabana (uma óbvia referência à nossa “princesinha do mar”), com um passeio de barco com duração de cerca de 40 minutos, cruzando de ponta a ponta todo o majestoso Lago Titicaca.

De um modo geral, a estadia por uma semana na Isla fica em torno de R$ 648 e a passagem São Paulo/La Paz sai por não mais que R$ 1.420.

No entanto, quem pretende aventurar-se por um dos destinos turísticos mais baratos da América do Sul deverá ter um espírito de aventura, pois no local não há luz elétrica, internet, entre outros serviços. Mas o incrível visual do lugar compensa.

A mais famosa ilha do Lago Titicaca atrai milhares de turistas de várias partes do mundo.

5. Urubamba

Por um valor de pouco mais de R$ 330 para uma estadia de uma semana em um hotel na região, o visitante dessa cidade localizada no Vale Sagrado dos Incas, entre Cusco e Machu Picchu, no Peru, irá deparar-se com uma cultura que respira ancestralidade, repleta de sítios e construções arqueológicas, aldeias indígenas, rios e lagos envoltos em lendas e mistérios.

Mas também uma boa estrutura com hotéis, restaurantes, museus (como o Inkariy), mercados e trilhas (principalmente as da Fazenda del Chalan).

E ainda povoados quase sagrados, como o Ollantaytambo (antigo palácio inca, hoje um importante sítio arqueológico da região), o Pisaq, as montanhas de Ch’iqun (hoje um local muito utilizado para aventuras de tirolesas ou passeios pelas suas trilhas), entre outros pontos.

Urubamba era um importante vale sagrado para os Incas, entre Cusco e Machu Picchu.

6. Arequipa, Peru

Arequipa é uma das duas cidades mais populosas do Peru, só perdendo para a capital, Lima. Também pode ser facilmente reconhecida como “A cidade branca”, graças às suas construções da época dos colonizadores, todas elas feitas com uma rocha sillar branca (daí o nome), que compõem um cenário magnífico, cercado por vulcões em atividade, cordilheiras nevadas, museus a céu aberto, entre outras belezas naturais.

Seus principais pontos turísticos são o Monastério de Santa Catalina, o Colca Cânion (um dos maiores em profundidade do mundo), o Centro Histórico (hoje, Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco), a Plaza das Armas, o mercado de São Camilo, o convento de Santa Teresa, além de outras paradas obrigatórias.

Sem contar o prazer de saborear, num dos destinos mais baratos da América do Sul, a original culinária arequipenha, que tem como um dos seus carros-chefes o famoso Rocoto Relleno, um delicioso prato à base de pimentão peruano recheado com carne, amendoim e ovos cozidos, considerado um dos símbolos da região.

Graças as suas construções feitas com pedras sillares, Arequipa é também conhecida como “A cidade branca”.

7. Púcon

Púcon fica a 800 km de Santiago, capital do Chile, nos arredores da Araucanía, e tem o vulcão Villarrica como um dos seus principais anfitriões.

É famosíssima por ser uma das localidades preferidas para o ecoturismo, especialmente alpinismo, trilhas, rafting e esqui aquático em trechos da Cordilheira dos Andes, e com um detalhe: tudo isso em torno do vulcão que, para sorte ou azar dos visitantes, ainda encontra-se bastante ativo.

Nos meses entre julho e setembro, a região é invadida por turistas em busca de aventura e da excelente infraestrutura da cidade, que possui vários restaurantes, lojas de souvenires, bares, espaço para crianças, e ainda cinco teleféricos, 20 pistas para snowboard, patinação de velocidade, esqui e mais um sem número de outras modalidades.

Com hospedagens entre R$ 460 e R$ 500 para uma semana, e com passagens aéreas em média a R$ 1.030 entre São Paulo e Santiago, configura-se, também, como outro destino turístico barato na América do Sul.

A 800 km de Santiago, no Chile, Púcon se destaca por ser uma das principais rotas de ecoturismo na América do Sul.

8. Encarnación

Modernidade aliada à tradição ancestral. É assim que é definida uma das três principais cidades do Paraguai, carinhosamente conhecida como “O Novo Rio de Janeiro”, graças ao seu carnaval que, se não se assemelha ao carioca em imponência, ao menos como tradição de uma região pode ser comparado.

Encarnación também é famosa pelas suas grandes avenidas, ruas tranquilas e bastante limpas, ar bucólico, sítios arqueológicos (como o da Santíssima Trindade do Paraná e de Tavarangué). Por isso mesmo, é preferida pelas famílias, que levam os seus filhos para um passeio despretensioso à beira do lago formado por uma barragem que, de acordo com os visitantes, oferece um pôr do sol simplesmente magnífico.

Por ter na segurança um dos seus principais atraivos, o turista irá perder-se em meio aos pequenos blocos de carnaval e as festas de rua, tendo como suporte uma infraestrutura com bons restaurantes, hotéis, pousadas, lojas de artesanatos, entre outros.

Hotéis com estadias em torno de R$ 791 para uma semana e passagens aéreas a partir de R$ 965 (São Paulo/Assunção) tornam Encarnación um dos melhores destinos da América do Sul para quem não dispõe de muito dinheiro.

Conhecida como “O Novo Rio de Janeiro”, Encarnación, à primeira vista, não leva a crer que tenha um dos melhores carnavais da América do Sul.

9. Salta

No noroeste da Argentina, a cerca de 1.000 m acima do mar, a cidade de Salta desponta deslumbrante, com seus rios, lagos, vales profundos, montanhas cobertas de neve, desertos inóspitos, porém com uma natureza que, de tão exótica, confere à cidade o epíteto de “La Linda”, o que já diz tudo com relação a essa região dos arredores da Cordilheira dos Andes.

Caracteriza-se por preservar o seu passado colonial, com uma arquitetura do séc. XVI, edifícios imponentes e fachadas em estilo barroco, danças e comidas típicas do norte do país, além de sítios arqueológicos que guardam a riqueza da cultura inca e dos demais povos indígenas que habitavam o país no período pré-colombiano.

Pontos como o Museu Antropológico, que guarda os mistérios das religiões xamãs; o Museo de Arqueologia de Alta Montaña, e as suas famosas múmias incas que impressionam pelo estado de conservação, entre outros, deixam os turistas em êxtase durante todo o percurso.

Os hotéis com estadias em torno de R$ 481 para uma semana inteira e passagens aéreas (São Paulo/Buenos Aires) por cerca de R$ 1.085 a tornam outro local turístico dos mais baratos da América do Sul.

“La Linda”, como Salta é carinhosamente conhecida, encanta pelo charme e pacatez das suas ruas e esquinas.

10. Salar de Uyuni

Finalmente, o “Maior deserto de sal do mundo”, localizado na região sudoeste da Bolívia, na cidade de mesmo nome, com cerca de 11.000 km² de extensão, e que impressiona pela sua história, já que foi cuidadosamente formado por milhares de anos, graças à evaporação de um imenso lago que circundava toda a região.

É considerada uma verdadeira experiência vislumbrar os milhares de quilômetros de um “mar branco” de sal, que “milagrosamente” se converte (no verão) numa imensa área alagada que aguça os sentidos ao formar um deslumbrante espelho d’água que reflete o céu estrelado, como a compor uma paisagem de sonhos.

Durante o passeio, o visitante só terá o trabalho de contemplar os belíssimos lagos de águas transparentes, incríveis gêiseres, que mais parecem brotar magicamente diante dos olhos incrédulos dos turistas.

Montanhas, vales, vulcões em atividade, obeliscos, monumentos de pedra formados pelo tempo, além de animais exóticos que desfilam toda a sua originalidade num cenário que mais se assemelha a um paraíso no deserto.

Mas não custa lembrar que o Salar de Uyuni é uma experiência para aventureiros, já que não possui boa infraestrutura, equipamentos públicos e, por isso mesmo, o viajante terá mesmo é que contentar-se com as incríveis paisagens, o belo alvorecer na Ilha dos Cactos, entre outras belezas naturais.

Em um processo de milhares de anos, Salar de Uyuni tornou-se “O maior deserto de sal do mundo”.

Essas foram as nossas dicas de dez destinos entre os mais baratos da América do Sul. Mas, caso tenha outras sugestões, deixe-as em forma de um comentário. E continue acompanhando as nossas publicações para conhecer mais destinos. Na Decolanet, você encontra passagens aéreas  para todos os destinos citados no artigo!

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