Seguro viagem: o que é e como funciona? Vale a pena adquirir?

Uma das dúvidas mais comuns entre quem tem planos de viajar é em relação ao seguro viagem, principalmente em viagens internacionais. Qual a sua importância? O que realmente ele cobre? Vale a pena adquirir um antes de embarcar?

Antes de mais nada, o que é esse tipo de seguro?

Uma viagem envolve muito planejamento e a realização de um sonho. Ter uma garantia em caso de imprevistos otimiza essa experiência.

Trata-se de uma cobertura de diversos itens relacionados à viagem, bem como fatos que podem acontecer nesse período. Normalmente, é garantida a indenização em caso de extravio de bagagem e em caso de acidente ou morte, mas isso varia de acordo com o plano escolhido.

A partir de agora, você saberá tudo sobre o seguro viagem e se suas próximas férias devem mesmo estar protegidas nesse aspecto.

Como funciona o seguro viagem?

O processo é similar a qualquer outro seguro. Você terá alguns números de telefone passados pela empresa responsável pelo seguro. Todos eles são internacionais e geralmente recebem ligações a cobrar em caso de eventualidades.

É importante levar consigo esses números de contato, bem como o de sua apólice. Caso seja preciso acionar o seguro viagem, é só ligar para a central, que passará todas as instruções. Os telefones a serem passados devem ser do Brasil, garantindo que o atendimento seja em português.

Contudo, as situações nas quais você deve usar esse benefício variam de acordo com o contrato firmado antes do embarque. Uma proteção existente em praticamente todas as apólices é o seguro em caso de morte acidental ou invalidez permanente, seja ela parcial ou total.

Algumas delas cobrem despesas médicas, problemas com bagagens (como extravio), perda de documentos e passagens extras para familiares em situações de emergência. Até assistência odontológica é assegurada em alguns casos.

Dependendo da empresa, algumas restrições são feitas para passageiros com mais de 70 anos. Esses passageiros são mais vulneráveis a imprevistos e fatalidades, há uma análise de cada caso antes de concretizar o seguro viagem.

Com essas informações em mãos, fica a dúvida: será que é obrigatório fazer o seguro em todo o mundo ou apenas em alguns países? Viagens nacionais também devem estar asseguradas? Esse é o tema do próximo tópico.

O seguro viagem é obrigatório?

Dependendo do destino, você e seus acompanhantes precisam estar assegurados, pois é obrigatório para entrar no país. Isso acontece principalmente na Europa, pois a maior parte dos países deste continente é signatária do Tratado de Schengen.

Criado para facilitar a entrada de europeus em outros países participantes sem a exigência do visto, esse tratado também beneficia brasileiros nesse sentido, já que uma única permissão pode valer por até 3 meses. Porém a contratação de um seguro viagem é obrigatória, com cobertura mínima de 30 mil euros, e deve cobrir assistência e repatriação médica e funerária.

Países como Itália, Portugal, França, Bélgica e Suíça, por exemplo, fazem parte do tratado – 27 países europeus estão na lista. Entretanto, outras nações também impõem essa condição, mesmo que não sigam o tratado. Esse é o caso da Irlanda, que exige o seguro, mas não é necessário ser no valor mencionado.

Os Estados Unidos não obrigam, mas é altamente aconselhável fazer o seguro viagem. Isso porque os custos com saúde são muito altos no país – para se ter uma ideia, um acidente com quebra de braço pode custar cerca de 20 mil dólares.

A América Latina, em geral, não exige que seus turistas estrangeiros estejam assegurados. Apenas dois países o fazem: Cuba e Venezuela. O primeiro exige um reembolso de 10 mil dólares e o segundo, quatro vezes mais.

Viagens nacionais não obrigam os passageiros a fazer seguro, independentemente do local. No entanto, essa pode ser uma alternativa interessante de acordo com a cidade para a qual você irá, principalmente se o seu plano de saúde não tiver cobertura por lá.

É normal pensar que acidentes e outros imprevistos não acontecem na própria viagem, mas isso é mais comum do que se imagina, principalmente situações simples, como uma queda ou mal-estar. Por exemplo, cair de bicicleta ou ter uma intoxicação alimentar com uma comida típica de um determinado país são relativamente comuns. São situações triviais e que podem acontecer em qualquer lugar, no Brasil ou no mundo.

Por isso, se você ou seus acompanhantes são intolerantes ou mesmo alérgicos a um determinado alimento, o seguro viagem é a melhor opção para não passar aperto no hospital, seja ele financeiro ou por falta de cobertura.

Crianças gostam de correr e explorar locais, ainda mais quando estão viajando. Proibir de aproveitar as férias da melhor maneira certamente não é a melhor solução. No entanto, assegurá-las é a melhor maneira de ter tranquilidade em caso de quedas ou machucados inesperados.

Você que viaja ou tem planos de conhecer outros lugares e culturas, já deve ter ouvido falar de assistência de viagem. E deve ter pensado também que é um outro nome dado ao seguro viagem. Pois são termos bem diferentes entre si e é isso o que você vai saber a seguir.

Qual a diferença entre seguro e assistência de viagem?

Apesar dos nomes bem parecidos, são opções muito semelhantes e diferentes ao mesmo tempo.

As coberturas são similares: despesas médicas, extravio de bagagens e documentos e eventuais acidentes. A diferença está na maneira pela qual esses gastos são pagos.

No seguro viagem, nesses casos, você paga todas as despesas, mas tem o reembolso garantido no retorno. Já na assistência, tudo é pago pela seguradora.

Algumas empresas oferecem as duas modalidades em uma só: em situações que precisam usar o seguro, o viajante sempre deverá entrar em contato antes de mais nada. Assim, principalmente quando despesas médicas estão envolvidas, ele é encaminhado para um local que esteja dentro da rede da seguradora.

Quando isso acontece, a modalidade oferecida é a assistência: o segurado não precisa se preocupar com gastos.

No entanto, quando não há um local conveniado próximo, basta se dirigir a um hospital e arcar com os custos, sendo ressarcido no final da estadia – como normalmente é o seguro viagem.

Outro tópico importante, talvez um dos mais questionados pelos viajantes, é em relação ao preço do seguro. Ele é o mesmo para um determinado país ou varia? Veja a seguir.

Quanto custa um seguro viagem?

Valores devem ser considerados, mas mais importante é o custo-benefício.

Estimar um único valor é uma tarefa praticamente impossível, pois o preço varia de acordo com a idade dos viajantes, local e período da viagem, valor da cobertura, assim como o que é assegurado. O tempo de estadia, porém, é o principal fator de variação de preços.

No entanto, algumas simulações serão dadas a seguir para que você tenha uma noção do montante a ser investido para contratar o seu seguro viagem.

O seguro viagem para viajar para um país como a Espanha, por exemplo, obedecendo exatamente o mínimo estipulado pelo Tratado de Schengen (30 mil euros) para despesas médicas, custa de 300 a 400 reais. Os valores valem para um turista na faixa dos 30 anos de idade, para uma estadia de aproximadamente 15 dias.

Incluir um adolescente de cerca de 15 anos na apólice como dependente nas mesmas condições, faz o valor saltar para 700 a 800 reais.

Subir a cobertura para 90 mil euros faz o preço para ambos os passageiros ultrapassar os 1000 reais, para o mesmo destino e período.

Imaginando que os dois turistas levarão uma criança de 10 anos para a viagem, os valores sobem para 1000 a 1100 reais, na primeira simulação, e para até 1800, na segunda.

Por isso, ao fazer a simulação dos valores de seguro viagem em qualquer seguradora, tenha em mente quem vai viajar, assim como o destino, o período de viagem e o valor da cobertura. Assim, você terá valores mais precisos e saberá exatamente o que vai contratar.

Como consequência, sua viagem será mais tranquila e sem dores de cabeça causadas por eventuais transtornos de qualquer natureza.

E para que tudo corra bem na sua viagem, é importantíssimo ler cada linha (e entrelinha) de seu contrato. Verificar tudo o que está sendo coberto e principalmente as condições para tal é de suma importância para o bom andamento de sua jornada.

O que cobre e como contratar o seguro viagem?

O extravio de bagagem é uma das principais coberturas do seguro viagem.

Valores são importantes, mas algo primordial na contratação de seu seguro é o custo-benefício. Tudo deve ser bem analisado e considerado antes do fechamento do contrato, para que não haja surpresas desagradáveis no decorrer da viagem, destruindo planos e sonhos.

Saiba a partir de agora como analisar uma apólice.

Fique de olho na quantidade de benefícios e exclusões do documento. Se o segundo superar o primeiro em número de tópicos, não feche negócio.

As exclusões implícitas, que aparecem dentro de benefícios, merecem uma atenção especial. Afinal, alguns detalhes podem passar despercebidos em uma primeira leitura.

Por exemplo: desastres naturais, como furacões e tempestades, podem causar fechamento de aeroportos. Isso obriga o turista a cancelar a viagem e usar o seguro para o ressarcimento de despesas já feitas.

O benefício está garantido, mas na apólice está previsto que isso só será concretizado se não houver previsão das catástrofes antes da contratação dos serviços. Neste caso, você pode ficar desamparado em um momento tão difícil, apesar de pensar o contrário.

Outro aspecto que precisa ser verificado é a cobertura do seguro viagem em caso de visitas a mais de uma cidade. Tudo deve estar garantido nos locais que fazem parte do roteiro, bem como nos deslocamentos. Imagine um imprevisto acontecer e, na hora de contratar a seguradora, descobrir que o local do incidente não faz parte da área de cobertura.

É uma experiência frustrante e desoladora.

Também se deve prestar atenção à quantia reembolsada em caso de extravio de bagagem. Eles devem estar de acordo com o valor dos objetos que serão levados para a viagem. Se esse número for menor, haverá prejuízos.

E não é só isso. Você deve estar bem informado sobre o prazo de relato de um sinistro, pois, se isso for predeterminado (por exemplo, 48 horas depois do ocorrido) e você só o fizer depois do retorno, perderá o benefício.

Verifique a data na qual o seguro viagem expira. Se ocorrer algo no dia do retorno, o reembolso pode não ocorrer por ser o último dia coberto.

Alguns casos devem garantir reembolso por alguns dias antes do embarque (normalmente, de 7 a 15). Doenças preexistentes ou mudança de data do voo são dois motivos pelos quais isso deve ser feito.

Para contratar o seguro viagem, basta consultar as seguradoras, fazer as simulações e escolher não só a que oferece menor custo, como também a que disponibiliza mais por menos.

Com essas informações e analisando as boas e más seguradoras, ainda é um bom negócio estar segurado durante uma viagem? Saiba mais sobre isso logo a seguir.

Vale a pena contratar um seguro viagem?

Ninguém está totalmente protegido e um mal-estar durante a viagem é um risco para todos os turistas.

Na grande maioria dos casos, sim. A única exceção é em caso de viagem nacional no qual há uma ampla cobertura de saúde. Mesmo assim, é interessante pensar nessa possibilidade em caso de extravio de bagagem ou documentos, mudança de data ou cancelamento de voo.

Já em viagens internacionais, mesmo que não haja obrigatoriedade do país que você escolheu para viajar, é muito importante contratar um seguro viagem. O valor é relativamente pequeno e os benefícios são muitos, pois nunca se sabe se haverá algum imprevisto.

Em viagens, é comum experimentar sensações novas, como uma comida ou um clima que não sejam familiares. Isso aumenta a chance de um mal-estar ou mesmo uma doença, como um resfriado, gripe ou insolação.

Para saber mais sobre itens muito importantes de uma viagem, bem como destinos interessantes, leia os outros textos do blog. Comente em caso de dúvidas ou para relatar experiências.

E se você já está planejando suas próximas férias, acompanhe o conteúdo novo postado regularmente. Não importa se você viajará pelo Brasil ou para o exterior. Cada texto é pensado para todos os perfis de viajantes.

 

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